segunda-feira, 19 de julho de 2010

‘Tás aqui …. ‘tás a ver estrelas!

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BRAD PITT (Parte 5)

Uma diversidade de filmes de grande qualidade …

SEVEN
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O filme de 1995 que tinha como base os 7 pecados mortais é uma obra de arte intemporal. Um detective que se vai retirar recebe e apadrinha um novo detective cheio de sangue na guelra. O inicio de uma série de crimes baseados nos pecados mortais irá transformar a vida de ambos. Com um final arrebatador, Seven ficará para sempre na memória daqueles que o viram. As interpretações de Morgan Freeman e Brad Pitt tornaram-se num must see.
Lembro-me perfeitamente da altura em que este filme estreou. A minha irmã era maluca por Brad Pitt que na altura já era uma superstar. Lembro-me de ver o filme e ficar fascinado com a maneira como a história foi contada, mas também pelo carisma daquele actor que as mulheres veneravam. Brad Pitt tinha já uma aura em seu redor que poucos actores (e bons), como Al Pacino ou Marlon Brando tinham. À época outro actor (Tom Cruise) era lider das bilheteiras, mas Brad mostrava estar um passo acima (sem demérito para Cruise). Cada novo filme que saía era uma nova obra-prima de representação.
Making of do filme …
A cena final do filme é de uma tensão e monstruosidade fora de série. Pitt dá-nos uma lição sobre a arte de bem representar. Aqui ficam duas das cenas do final absolutamente deliciosas.
Quem nunca viu o filme não carregue no play.
Seven é um dos melhores filmes de sempre, que está na posição 27 no IMDB nos melhores filmes de sempre. Quando fez este filme Brad disse que queria experimentar outros tipos de filmes, expandir os horizontes, deixar de ser apenas um menino bonito … e fez muito bem.
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Curiosidades:
Uma curiosidade neste filme foi o facto de Brad ter caido enquanto filmava uma perseguição e ter enfiado o braço no vidro do carro, o que fez com que tivesse de ser submetido a uma cirurgia. O curioso era o facto de no argumento a sua personagem ficar lesionada na mão, o que realmente aconteceu.
Denzel Washington rejeitou o papel que foi para Pitt por ser demasiado obscuro e maligno.
Gwyneth Paltrow foi namorada de Pitt antes, durante e depois da rodagem.
Pitt rejeitou um papel de astronauta em Apollo 13 para representar neste filme.


TWELVE MONKEYS
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12 Macacos é uma coisa de outro mundo. Para além de ser um filme extraordinário tem representações que deveríam ser incluídas nos livros sobre a arte de bem representar. Este filme cuja temática é a viagem no tempo e um qualquer vírus que irá dizimar a raça humana, tem em Brad Pitt um secundário de enorme calibre. A sua representação da loucura é verosímil (até os olhos ele tem atrofiados) e quando quero mostrar a alguém o talento de Pitt (que é inegável) basta mostrar uma ou duas cenas deste filme para obter o resultado desejado.
Esta obra de arte do aclamado Terry Gilliam dá espaço a Pitt para deixar de lado a beleza que tanto tinha sido explorada e que da qual ele se pretendia libertar, para dar azo ao seu talento. O vídeo que se segue é do melhor que já vi Pitt fazer …
Graças a este filme Pitt ganhou um globo de ouro para Best Supporting Actor, e uma nomeação na mesma categoria para os Óscares. O reconhecimento começava a ganhar outras proporções, tendo a crítica aclamado esta sua performance.
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Quem esteve envolvido no projecto diz que Gilliam estava preocupado que Pitt não conseguisse representar este tipo de personagem levando-o mesmo a um speech coach (treinador da fala?), para que aprendesse a falar rápido e nervoso, mas afinal de contas bastou retirar-lhe os cigarros que ele representou lindamente.
Outro facto engraçado foi o facto de Pitt ter assinado para este projecto por um salário baixo, pois a assinatura ocorreu antes dos sucessos Legends of the Fall, Seven e Interview with the Vampire.
Para terminar a dissertação sobre este filme, fica um pedaço do making-of ….



SLEEPERS
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Sleepers é mais um filme para recordar na carreira de Pitt. Apesar da controvérsia que sempre seguiu esta obra relativamente à veracidade dos factos (pois o filme diz-se baseado em factos veridicos), a verdade é que é um bom momento de cinema, baseado na vingança e na justiça. Com mais uma representação positiva de Brad este filme foi mais um passo na sua brilhante carreira, sendo que foi um passo para o lado, pois não alterou nada. Mas dizer que foi um passo para o lado não é diminuí-lo, é apenas compará-lo aos seus dois antecessores. A sua representação é conseguida (como são todas), mas o argumento não o deixa brilhar. De realçar no entanto o excelente elenco que o acompanha.
A cena do tribunal de Sleepers (é só actores talentosos) …
1996 foi ainda o ano em que Pitt ficou noivo de Gwyneth Paltrow. Foi também o ano em que foi escolhido pela revista People como uma das 50 pessoas mais bonitas do mundo. 

THE DEVIL’S OWN
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Em 1997 surge The Devil’s Own. Brad Pitt desempenha o papel de assassino do IRA, que foge para Nova Iorque e um amigo mete-o a morar em casa de um policia honesto, interpretado por Harrison Ford. O que se segue é o que seria de esperar num filme deste género, a personagem de Harrison Ford acaba por se apegar ao criminoso e ajudá-lo na sua luta.
A crítica considerou este filme um fracasso e criticou o exagero de Pitt no sotaque.
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Este filme esteve também envolto em polémica, pois houve uma altura em que Pitt ameaçou deixar a produção devido ao rumo que o filme e a sua personagem estavam a tomar. Pitt disse que o filme estava um desastre e uma confusão, que o argumento já tinha sido re-escrito 7 vezes e que tinha perdido o rumo. Houve rumores de “porrada” no set e o actor foi ameaçado com um processo judicial se deixasse o filme a meio. Harrison Ford tabém críticou a atitude de Brad dizendo que o actor se esqueceu por um momento que estava a discutir com pessoas cujo trabalho é escrever.



SEVEN YEARS IN TIBET
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Ainda em 1997 surge Seven Years in Tibet. A história deste filme gira à volta de Heinrich Harrer (protagonizado por Pitt) e um amigo que se aventuram a fazer montanhismo no norte da India. A segunda guerra mundial tem inicio e eles são feitos prisioneiros pelos britânicos devido à sua cidadania alemã. Em 1944 conseguem fugir e vão para o tibete. Após terem sido ordenados a regressar à India, os dois amigos acabam por ficar no tibete e Harrer é apresentado ao Dalai Lama (ainda criança). Durante esse tempo eles criam uma amizade e união muito forte.
Este filme esteve envolto em polémica pelo facto do governo Chinês não ter gostado de se ver retratado como violento para os Tibetanos. Pitt e o resto da comitiva foram proibidos de voltar a entrar na China.
Outro facto curioso foi o da revista Empire que colocou Pitt no terceiro lugar de piores sotaques de sempre em filmes.
Dois excertos do filme …
Esta obra recebeu muitas criticas negativas.
Foi ainda neste ano de 1997 que Pitt foi considerado pela Empire como a 32ª estrela mais influente de Hollywood. Separou-se também neste ano em comum acordo de Gwyneth Paltrow. Escolhido novamente pela revista People como uma das 50 pessoas mais bonitas do mundo.


MEET JOE BLACK
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A sua personificação da morte, enviada para perceber como é ser humano. É um filme profundo, muito bem conseguido, no entanto novamente as criticas à representação de Pitt se fizeram notar. Desde Twelve Monkeys que o actor não recebia apoio por parte dos criticos. Felizmente 1999 era ano de Fight Club, mas já lá iremos.
Para ser verdadeiramente sincero …. que se lixem as criticas! ….. Meet Joe Black e a prestação de Pitt são dois em um, de uma beleza única. A premissa deste filme mexe com qualquer um e o final é algo de inesquecível.
Na próxima parte (Parte 6) teremos a sua transição para o novo milénio e mais uma quantidade de filmes extraordinários, dos quais destaco …. Fight Club!

BD
Arquivo:
Parte 1, carrega aqui.
Parte 2, carrega aqui.
Parte 3, carrega aqui.
Parte 4, carrega aqui.
Parte 6, carregaaqui.

9 comentários:

  1. O 12 Macacos é superlativo mesmo e obviamente que nunca o irias deixar de fora. Já no Middle Finger estav por lá...

    Seven é dos mais marcante que vi. Teve um impacto enorme na altura, apesar de nos dias de hoje ele se ter diluido com outras obras que tentaram por tudo ser mais fortes que Se7en.

    No Tibete ele tev uma grande interpretação mas o filme é longo e arrasta-se muito, o que o prejudicou.
    O Devil's Own nunca o achei nada de especial e é mais veiculo de promover Harrison Ford (mais um).

    Sleepers e Meet Joe Black, dois grandes filmes memoráveis, com elencos excepcionais (especialmente o Sleepers) e histórias poderosas. Brad Pitt fez por ser actor neste filme mas a produção embelezou-o tanto (especialmente no Meet Joe Black) que voltou a ser visto como uma cara bonita apenas.
    Por isso ele, aventurou-se com filmes opostos como o Fight Club ou Snatch para acabar de vez com essa imagem (sacana de cigano...).
    Hã? Estes dois filmes não estão no artigo? Ok, sorry...

    Grande parte destes filmes vi no cinema... "12 Monkeys", "Seven", "Sleepers"... bon filmes em bons tempos!

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  2. Boas caro Paulo,

    deixa-me dar-te um grande "bem haja" por te lembrares do meu tempo de middle finger. Tenho saudades desse meu primeiro blog que falava de tudo o que me apetecesse.
    Nem sabia que tu sabias que eu já te acompanhava desde esses tempos :)

    Um dia quando houver outro assunto pertinente voltarei a postar lá qualquer coisa e aviso-te (pena que já não me lembro da password, mas pronto) ...

    Quanto ao assunto que te fez comentar este meu mega projecto Brad Pitt ....

    Seven tem sem dúvida sido igualado por obras que lhe sucederam, mas tendo em conta a altura em que saiu, foi um marco no cinema.

    Muito bem visto também da tua parte o facto de em "Meet Joe Black" ele ter sido embelezado, estragando um processo que estava a correr tão bem.

    Fight Club e companhia fazem parte da próxima parte, por isso depois falamos :)

    Mas tenho de destacar que 12 Macacos é o meu preferido desta rodada, é uma obra genial.

    Um grande abraço.

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  3. Eu não me canso de ver o Sleepers...

    Excelente post como sempre, Bruno! Parabéns!

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  4. O Seven é um dos meus filmes de eleição, mas não gosto do Pitt nele. Então o final, achei a sua interpretação muito forçada.

    No 12 Monkeys está muito bem de facto, mas está melhor noutros projectos ;)

    No Sleeppers mal se vê, o que é uma pena...

    Excelente trabalho como sempre ;)

    Abraço

    P.S.- Qual é a tua opinião sobre o filme Spy Game? Vais incluí-lo neste teu especial?

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  5. Boas Jackie,

    discordamos nesse ponto.
    Acho a sua interpretação bem conseguida.

    Quanto ao 12 monkeys acho que é a melhor interpretação dele.

    No sleepers é abafado pelo argumento e pelo elenco.

    Vou incluir todos os filmes em que ele participou, infelizmente aqueles que não vi nota-se logo, pois não coloco a minha opinião pessoal ... e o Spy Games é um deles. Torna-se mais difícil para mim, pois tenho de ir ler montes de criticas feitas aos filmes e compará-las ... é uma seca, mas também são poucos (do Pitt só não vi o Spy Game, o The Dark Side of the sun, Kalifornia, e os primeiros).

    Já agora qual é a tua opinião sobre o Spy Games?

    Obrigado :)

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  6. Bem, se quiseres aproveitar, vou re-editar a minha análise em breve ;)
    Posso mandar-te uma espécie de sneak-peak por email, já que, muito honestamente, dificilmente encontrarás nesta blogosfera análises a Spy Game.

    De qualquer forma, e não sendo um filme desprovido de qualidade (pelo contrário), é sobretudo um dos meus maiores guilty pleasures.

    Abraço

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  7. Opa, a verdade é que como outros actores que fisicamente sao agradaveis, Brad pitt é muito e foi muito sobrevalorizado pelo cinema. Ele fez filmes excelentes como 7even, Fight club e Sleepers...etc...mas a verdade é que a maioria das pessoas acha que é um actor muito comercial e não sei quê, quando os filmes mais mainstream foram o mr and mrs smith para ai...mas pronto ,é so uma opiniao.

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